
Uma questão de sobrevivência foi enterrar o passado,juntos com as recordações que lembra você.

Não vou usar de formalidade, porque sei que isso não é pra você. Chamo-te apenas de velho amigo, como costumo chamar todos aqueles a quem se foram da minha vida. Escrevo-te porque sinto necessidade de por pra fora um pouco do que estou sentindo. Na verdade nem sei se sinto alguma coisa por você, aquela velha amizade que tínhamos foi envelhecendo aos poucos. E quando digo pouco, na verdade digo muito, pois deixamos o nosso fruto apodrecer nos pés da árvore que cultivamos com tanto cuidado, tanto zelo. E por falar em zelo, quem está colocando juízo nessa sua cabeça-oca? Acho que você perdeu os velhos hábitos rotineiros que tinha antes de me conhecer. Eu sei, modifiquei sua vida. E espero que tenha modificado pra melhor… Ou se não, me perdoe, não tive a intenção de virar sua rotina de cabeça pra baixo. Não planejei nada disso, não planejei conhecer, não planejei virar sua amiga, não planejei sentir saudade ao ver você saindo da minha vida. Costumava te chamar de amigo, hoje lhe chamo de velho amigo, você esteve presente nos meus momentos mais felizes, você foi um grande amigo, tenho que dizer. Não sei ao certo se ainda sinto aquele amor por você, acho que esse sentimento simplesmente adormeceu. Ele ainda existe, mas agora está fraco, não é tão grande como antes. Sinto saudade dos tempos em que éramos amigos, mal sabia eu que um dia tudo aquilo iria acabar. Ei seu idiota, eu sinto a sua falta. Todos os dias. Sinto falta das suas loucuras e das nossas conversas idiotas sem fim. Idiota; esse seria o termo perfeito para você. Boba; esse seria o termo perfeito para mim. Idiota você que saiu da minha vida sem dizer por que, boba eu por deixar você ir. Dói lembrar que muitas pessoas admiravam nossa amizade, nosso companheirismo, nossa confiança e sempre comentavam uns com os outros que aquilo iria durar pra sempre, que aquela sim era uma amizade que todos gostariam e deveriam ter. Mas como a gente sabe, as coisas mudam, roteiros mudam, uns seguem, outros continuam na mesma. Assim, os caminhos acabam ficando tortos e se desencontram. Creio que foi assim que aconteceu com a gente. Não foi culpa nossa. Não me culpo, nem te culpo por aquilo tudo ter acabado, sabe? As coisas só não seguiram como a gente queria. No entanto, de uma coisa eu tenho certeza: há lembranças ficaram com toda força, e que quando me vem a mente todas elas me fazem sorrir da maneira mais sincera que pode existir. E eu sei que com você também acontece. Porque nossos caminhos podem ter se perdido, mas nossos corações jamais vão se perder. Vívian, Ana e Bianca (enfraquecidos)
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Por que eu ainda me importo com quem não se importa comigo? Por quê?